ENTRE A PRODUÇÃO E A PRECARIZAÇÃO:
transformações históricas do mundo do trabalho no capitalismo contemporâneo
Palabras clave:
Mundo do Trabalho; Capitalismo; Reestruturação Produtiva; Acumulação Flexível; Neoliberalismo.Resumen
O presente artigo analisa as principais transformações históricas ocorridas no mundo do trabalho, enfatizando as mudanças nos modelos de organização da produção e seus impactos sobre as relações entre capital, Estado e trabalho. Por meio de pesquisa bibliográfica, fundamentada nas contribuições de Harvey (2011), Antunes (1995, 1996, 1999), Franco (2011), Mota (2000), Carcanholo e Baruco (2011), Kameyama (1997), Padrós (2005), Batista (2008) e Netto (2012), discute-se a evolução do capitalismo desde a Revolução Industrial até a consolidação da acumulação flexível e do neoliberalismo. Inicialmente, aborda-se a formação do sistema fabril e a intensificação da exploração da força de trabalho decorrentes da industrialização. Em seguida, analisam-se o fordismo e o taylorismo como paradigmas da produção em massa, bem como a crise estrutural do capitalismo na década de 1970, que impulsionou o processo de reestruturação produtiva. Posteriormente, examinam-se o toyotismo, a acumulação flexível, a mundialização do capital e a consolidação do neoliberalismo, evidenciando seus efeitos sobre a flexibilização das relações de trabalho, a precarização laboral e o enfraquecimento dos mecanismos de proteção social. Conclui-se que as transformações do mundo do trabalho constituem expressão das estratégias de reprodução do capitalismo em diferentes contextos históricos e que sua compreensão é fundamental para a análise crítica das configurações contemporâneas do trabalho e dos desafios impostos à efetivação dos direitos sociais.
Citas
ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez Editora; Campinas: Editora da Unicamp, 1995.
ANTUNES, Ricardo. Dimensão da crise e metamorfoses do mundo do trabalho. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 50, 1996.
ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e negação do trabalho. São Paulo: Boitempo Editorial, 1999.
BATISTA, Erika. Fordismo, taylorismo e toyotismo: apontamentos sobre suas rupturas e continuidades. 2014. Disponível em: http://www.uel.br/grupopesquisa/gepal/terceirosimposio/erika_batista.pdf. Acesso em: 20 mar. 2014.
CARCANHOLO, Marcelo Dias; BARUCO, Grasiela Cristina da Costa. A estratégia neoliberal de desenvolvimento capitalista: caráter e contradições. Praia Vermelha, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, 2011.
CHESNAIS, F. Mundialização: o capital financeiro no comando. Revista Outubro. Nº 05. São Paulo: Instituto de Estudos Socialista, 1996.
FRANCO, Tânia. Alienação do trabalho: despertencimento social e desenraizamento em relação à natureza. Cadernos CRH, Salvador, v. 24, 2011.
HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2011.
KAMEYAMA, Nobuco. Crise e reestruturação no capitalismo tardio: elementos pertinentes para o Serviço Social. Praia Vermelha: Estudos de Política e Teoria Social, Rio de Janeiro, n. 16-17, 1997.
MOTA, Ana Elizabete. Cultura da crise e seguridade social: um estudo sobre as tendências da previdência e da assistência social brasileira nos anos 80 e 90. São Paulo: Cortez, 2000.
NETTO, José Paulo. Crise do capital e consequências societárias. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 111, 2012.
PADRÓS, Enrique Serra. Capitalismo, prosperidade e Estado de bem-estar social. In: REIS FILHO, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (org.). O século XX: o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. p. 216-250.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Educação Sem Distância - Revista Eletrônica da Faculdade Unyleya -ISNN digital 2675-9993

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
A Revista Educação Sem Distância (RESD) publica trabalhos científicos de diferentes áreas do conhecimento, contemplando pesquisas, inovações, práticas pedagógicas e profissionais, relatos de experiência, comunicações técnicas e projetos de extensão. O periódico valoriza a produção acadêmica multidisciplinar, o diálogo com a Educação a Distância (EaD) e as contribuições para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
As submissões devem observar os princípios éticos da publicação científica, respeitar os direitos autorais e atender às normas editoriais e às diretrizes de formatação da revista. Os manuscritos são submetidos à triagem editorial e à avaliação científica, considerando critérios de relevância, qualidade acadêmica, consistência teórico-metodológica e integridade ética, com observância dos procedimentos de avaliação estabelecidos pelo periódico.
Os conceitos e ideias expressos nos trabalhos publicados são de responsabilidade exclusiva de seus autores, não representando necessariamente a posição da revista ou da Faculdade Unyleya.
Os trabalhos publicados são disponibilizados em acesso aberto, sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), permitindo seu uso, compartilhamento e adaptação, desde que sejam atribuídos os devidos créditos aos autores e à publicação original.
